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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Estou namorando!

Minha gente, estou namorando! As coisas aconteceram quando eu menos imaginava. Foi muita coincidência mesmo. A história é longa mas tenho o maior prazer em contá-la.
Fiquei sabendo do caso dessa moça, a Patricia, no qual estou abraçado por um acaso. Lá no meu setor, já tinham comentado da situação dela. Que tinha uma pessoa com deficiência para entrar lá como relações públicas. Entrei no perfil dela no facebook e achei que fosse deficiente visual. Por uma destas coincidências da vida, um dia, eu voltava do almoço para a minha sala, entrei no elevador e encontrei uma cadeirante com uma acompanhante. Vendo a dificuldade delas em encontrar a sala que queriam, me coloquei a disposição para orientá-las como sempre faço com qualquer pessoa que vejo nesta situação lá no CAFF.
Elas perguntaram pela sala do RH e, sei lá porquê, resolvi questionar o que elas queriam. Ela disse que iria assumir um cargo na secretaria estadual da saúde, coincidentemente. Me dei conta, então, de que era a Patrícia que eu procurara no facebook e que será a minha colega (junto estava a sua vó, dona Olva). Conversamos um tanto e perguntei se podia adicioná-la no facebook, o que ela prontamente aceitou.
Começamos a conversar pelo chat do face e, durante esses papos, ela me dizia que estava preocupada porque achava que não iriam aceitá-la em função da sua atual condição de cadeirante. Falei para ela que se eu, que sou deficiente físico, fui aceito, por que não ela? Vi que ela estava de baixo astral; insegura; conformada com as suas atuais limitações e fui motivando-a. Ela foi fazer a perícia, fiz uma visita surpresa para ela. Depois da perícia (na qual ela foi aprovada como eu tinha previsto), a Patrícia foi me encontrar com a vó (que é um doce de pessoa). Na despedida, arrisquei e dei um beijo no canto do lábio da Patricia. Sim, arrisquei porque ela poderia ter me dado um tapa na cara. Á noite, quando conversávamos pelo facebook, perguntei se ela tinha percebido a bitoca. Ela disse que sim e que tinha curtido. Bom, ali eu percebi que o nosso relacionamento não ficaria numa simples amizade.
Marcamos um encontro, fui buscá-la na parada de ônibus. Ela mal desceu da condução e já me beijou ali mesmo. Nesse momento, posso dizer que o nosso namoro começou. Foi no dia 27 de outubro, num domingo.
Estamos completando um mês de namoro. Um mês de muita alegria. Foi um mês completamente diferente. Estou me sentindo mais feliz. Patricia é um doce de pessoa. Inteligente; carinhosa; alegre; espirituosa; sincera; sensível; delicada, de caráter. Me aceita como sou, com as minhas chatices e manias. Tem paciência comigo (ela é uma heroína!). E, além de tudo, é linda fisicamente!
Já atravessamos a cidade. Já fizemos tanta coisa juntos. Já fomos muito longe. Tem horas que me esqueço que somos dois deficientes de tanto que a gente apronta. Já andamos de ônibus, lotação e táxi. Já empurrei muito a sua cadeira. E fiz isso com o maior prazer, você sabe.
Minha Pequena, evoluímos muito nesse mês mas temos muito a conquistar ainda. Muitos passos ainda serão dados. Mas também temos muita felicidade para conquistar, né?
Muito obrigado por ter entrado na minha vida. Muito obrigado per ter abraçado a minha causa, por ter vestido a minha causa. Vou terminar esse texto com a frase mais óbvia mas também a minha verdadeira: TE AMO!!! Ah, e estaremos juntos até 2092, né?



  

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

13 mil visualizações!

Minha gente, aqui 13 não é número de azar. É sinônimo de sucesso! Chegamos a 13 mil acessos no blog. E estamos caminhando cada vez mais rápido. Desde julho, quando ultrapassamos, pela primeira vez, a marca de mil visitas mensais, só em setembro não atingimos este objetivo. Isso me deixa com muito orgulho, confesso. Ainda me lembro de quando eu vibrava com 300, 400 acessos mensais. Se bobear, terei que espaçar esse texto sobre as estatísticas do blog.
Das mais de 13 mil visitas, 54,36% são nacionais e 45,64% são internacionais. Os 61 países que já acessaram o blog são esses: Brasil; Alemanha; Estados Unidos; Rússia; Gana; Letônia; Portugal; República Tcheca; Canadá; Reino Unido; Honduras; Uruguai; Colômbia; Israel; Barbados; Japão; Arábia Saudita; Emirados Árabes; Polônia; Malásia; Nicarágua; Espanha; Senegal; Índia; Austrália; Iraque; Argentina; Nova Zelândia; Chile; Bélgica; Ucrânia; França; Itália; Suécia; Indonésia; Irlanda; Romênia; Turquia; Noruega; Catar; Cabo Verde; Geórgia; México; Paquistão; Estônia; Bulgária; Filipinas; Venezuela; Suíça; Peru; Holanda; Sérvia; China; Hungria; Coréia do Sul; Belarus; Bolívia; Moldávia; Tailândia; Vietnã e Uzbequistão. É ou não é para ter orgulho?
O número de seguidores do blog voltou a aumentar vagarosamente. Hoje, são 124.
Muito obrigado a todos!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Outro encontro especial...

Minha gente, uma coisa que sempre digo para vocês é que esse tal de facebook serve para conhecer pessoas. Eu, com esse envolvimento com o movimento das pessoas com deficiência, acabei conhecendo gente de tudo quanto é lado. E com a Luzia, não foi diferente.
Confesso que nem me lembro como a conheci. A Luzia é deficiente visual. Ela só tem 5% de visão de um olho e mora numa cidade que é divisa do Maranhão com o Piauí. Por isso, normalmente, só conversamos pelo facebook. Luzia trabalha de ascensorista no hospital da cidade.
Quando ela perguntou a minha idade, disse que tinha idade para ser tio dela. Pra que fui falar isso? Ela passou a me chamar de tio. Eheheheheheh... Quando me liga, lá vem o grito estridente: "Oi, tiooooooooooooo..." Quando contava de mim para os amigos, eu era o tio. As amigas vinham falar comigo no telefone e me chamavam de tio.
E como a gente mora muito longe um do outro, era muito difícil a possibilidade de um encontro. A Luzia veio ao Rio Grande do Sul para um evento sobre um programa de voz. Era a oportunidade mas infelizmente, não pude acompanhá-la (e acho que nem teria pique porque a turma dela fez tanta coisa em três dias. Eu, certamente, não aguentaria). Quando fui ao aeroporto para finalmente conhecê-la, tive que esperar por ela já que o táxi dela atrasou.
Aliás, fiquei encantado em saber como quatro deficientes visuais juntos conseguem se virar tão bem  A Luzia chegou com a Djanusa que só tem 20% de visão, a Evany e o Altair, que são cegos. O Altair, que recepcionou as moças na sua casa, foi para a Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (http://blogdaacessibilidade.blogspot.com.br/2012/12/3-conferencia-do-direitos-da-pessoa-com.html) comigo (aliás, nos perdemos no aeroporto em São Paulo, né Altair? Eu sei: a culpa foi minha).
Na foto ao lado, a Evany está do meu lado e depois a Djanusa. Na continuação, vem o Altair e a Luzia, que começaram um namoro aqui em Porto Alegre.
O encontro no aeroporto foi rápido mas valeu a pena. Ficou um gostinho de quero mais. Quem sabe um dia, né, Luzia, Evany, Djanusa e Altair?

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Feira do Livro 2013

Minha gente, não tem jeito! Todo santo ano eu tenho que visitar a Feira do Livro. É sagrado para mim desde criança. Chego a esperar com ansiedade. Adoro aquele clima tranquilo no meio da praça, da natureza. Gosto daquele monte de gente olhando os livros. Me dá esperança de um mundo melhor (ainda que isso seja só uma ilusão mesmo. Afinal, como o mundo poderá melhorar se os livros lidos, na maioria, são superficiais, né?). Adoro também os preços em conta, os sebos (que não tem nas livrarias comuns), os livros pouco comuns.
E tem mais: não saio de lá sem comprar pelo menos um livro. Se eu não adquirir um título novo, é a mesma coisa que não ter ido na Feira.
Este ano foi especial porque fui na Praça da Alfândega com a minha namorada, Patricia. Depois falo dela com mais detalhes mas é essa moça linda da foto ao lado.
Esse ano, a Feira teve uma novidade: a Estação da Acessibilidade (essas fotos foram tiradas lá). A Estação da Acessibilidade foi um espaço criado para que algumas instituições que trabalham com pessoas com deficiência possam divulgar os seus trabalhos. Foi legal ter estado lá porque encontrei vários amigos como o Alex (o da foto); a Liza; a Márcia; o Adilso e a Josiane (espero não ter esquecido de ninguém). Também foi bom para a Patricia se enturmar. O único problema desse espaço é que, apesar de falar sobre acessibilidade numa Feira do Livro, é que não tinha um livro em braille ou audiolivro lá. Incoerente.
Os problemas de acessibilidade da Feira continuam os mesmos: o piso da Praça da Alfândega é horrorosa; as bancas são muito altas para cadeirantes, não temos interpretes de libras nem livros adaptados para deficientes visuais e tetraplégicos, entre outras coisas. No ano passado, eu já tinha apontado os mesmos problemas: http://blogdaacessibilidade.blogspot.com.br/2012/11/falta-de-acessibilidade-na-feira-do.html .
Mas, no final das contas, o saldo foi extremamente positivo. E mantive a escrita: saí com três livros comprados e um que a Patricia me deu. Legal, né?

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Turma de trabalho boa...

Minha gente, como vocês estão?
Tem um aspecto da minha vida em que posso me considerar um privilegiado. Muita gente reclama do seu ambiente de trabalho. Dizem que os colegas são traíras, que o chefe é uma merda, etc... Além disso, tem as reclamações sobre as cobranças ou sobre a empresa ou instituição que você trabalha. No Banrisul, passei por essa situação. Eram muitas cobranças, metas em cima de metas como todo banco. Além disso, o Banrisul é muito burocrático e tudo se resolve lentamente.O banco não ensina nada e te cobra tudo. Os clientes ficavam loucos e te pressionavam. Era horrível. Felizmente, consegui sair de lá e parece que entrei no paraíso.
Desde que comecei a trabalhar na comunicação social da secretaria estadual da saúde, não posso reclamar do meu ambiente de serviço. Não sei se é porque estamos num ambiente predominantemente feminino, se é porque é serviço público ou ainda se é pelo fato de trabalharmos já há alguns anos juntos. Só sei que é um ambiente leve, gostoso, fácil de trabalhar, sem muita cobrança. Nos damos muito bem, rimos bastante durante o dia de trabalho, nos divertimos bastante. O dia passa tranquilo ali.
De vez em quando, a gente faz alguma confraternização. Ontem, fizemos um churrasco para inaugurar o apartamento da Lígia. E tava tão legal que até ex-colegas e o meu ex-chefe (http://blogdaacessibilidade.blogspot.com.br/2013/08/to-sem-chefe.html) vieram.
E, de quebra, neste churrasco, ainda tive o prazer de conhecer uma fã deste blog: a Gabriela, filha da Lígia. que é esta moça linda que está do meu lado na foto. A Lígia já tinha me contado que a Gabi curtia o blog. Confesso que não sei como ela descobriu porque ela conhecia o blog antes de ser minha amiga no facebook. Conversamos ontem durante o churrasco e ela foi me falando de alguns textos que gostou como aquele em que falo dos reencontros da turma do colégio. Gabi, este texto é também uma homenagem para ti. Adorei ter te conhecido, Gabi. Continue sendo este doce de guria. Espero te ver em outros encontros. Um super beijo!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Estou sem facebook

Minha gente, estou sem facebook hoje e não sei por quanto tempo. Fui abri-lo de manhã e me avisaram de que não poderia fazê-lo porque o meu computador pode estar com vírus. Provavelmente, foi um vírus que eu peguei em casa. O curioso é que peguei o vírus em casa (sei a maneira como o nosso computador é usado) e não consegui abrir o facebook no trabalho. Trabalho no Centro Administrativo do Estado, que tem uma puta estrutura. Ou seja, dificilmente o vírus viria de lá.
Demorei para entrar no facebook. Como sempre, eu sou um dos últimos a descobrir essas coisas. Usava muito o orkut. Gostava muito das comunidades dele, onde todo mundo comentava os assuntos sobre um mesmo tema. Adorava a comunidade do Grêmio, por exemplo.
Mas me parece que o facebook é mais instantâneo. Você escreve alguma coisa, bota uma foto e logo vem as "curtidas" dos seus amigos facebookianos. Você se sente querido. De certa forma, você tem os momentos de fama prometidos por Andy Warhol. É claro que tem muita bobagem no facebook: convites dispensáveis para festas e joguinhos e piadinhas infelizes mas você também cria muitas amizades e recupera algumas antigas. Isso é muito legal.
O problema é quando você estabelece uma relação de dependência com o facebook como eu criei. Já que não conseguia acessar a minha conta, fiquei o dia inteiro pensando se tinha algum recado importante.Que bobagem! Que imbecilidade da minha parte! Vivi boa parte da minha vida sem redes sociais e agora sofro por causa de um dia sem acessar o facebook? É ser muito bobo, né?
Aliás, por causa desse tal de facebook,diminui muito o meu ritmo de leitura. Estabeleci uma relação de dependência imbecil com ele. Querer saber se as pessoas vão curtir o que faço no facebook e ficar preocupado com isso é muito pobre, né? Temos que gostar mais de nós mesmos.
Consegui abrir o facebook em casa a noite (e estou passando um antivírus, é claro) mas espero ficar menos dependente do facebook, suas notificações e curtidas. 

sábado, 2 de novembro de 2013

Artigo sobre a Feira do Livro

No ano passado, tentei publicar, no Correio do Povo e na Zero Hora, um artigo sobre a falta de acessibilidade da Feira do Livro. Como a Feira é algo muito tradicional, não acredito que algo vá mudar. Aí está a íntegra do texto:

A falta de acessibilidade da Feira do Livro

Todo ano, desde o meu tempo de criança, tenho a imensa satisfação de ir á Feira do Livro. Felizmente, fui criado com muitos livros ao meu redor e assim desenvolvi o hábito da leitura. Por isso, sempre gostei de ir na Feira. Mas essas visitas seriam mais prazerosas se o evento fosse mais acessível para pessoas com deficiência como eu (sou deficiente físico).
O piso onde está instalada a Feira do Livro é horrível. Na Praça da Alfândega, tem aquelas pedrinhas que a gente chama de mosaico português. Nas ruas adjacentes e no Cais do Porto, onde temos a Feira Infantil, a situação piora pois os paralelepípedos predominam. Estive na Feira com uma amiga cadeirante e o risco de tomar um tombo é muito grande. Um piso adequado não beneficia somente as pessoas com deficiência. Todo mundo sai ganhando: mulheres que usam salto; bebês quando estão nos seus carrinhos; idosos; etc. Embora muitos defendam a tradição, acho lamentável uma cidade como Porto Alegre, que se considera moderna, ainda usar esse tipo de piso. Em tempo, durante o nosso passeio, encontramos uma senhora cadeirante e um rapaz com uma bengala com o mesmo propósito de visitar a Feira.
As bancas são muito altas para um cadeirante ou para uma pessoa de baixa estatura. É difícil para eles alcançar os livros. As editoras; a banca de informações sobre o evento e a programação paralela da Feira não tem intérprete da língua brasileira de sinais (libras), profissional que atende os surdos e os mudos. Nos banheiros químicos próprios para cadeirantes, falta espaço para as cadeiras e seus donos. As publicações em braille e em áudio praticamente inexistem. Aliás, este não é um problema só da Feira do Livro. As editoras esquecem quem tem sérios problemas de visão ou uma tetraplegia e não publicam livros em braille e audiolivros.
Espero que a Prefeitura de Porto Alegre e a Câmara Rio-Grandense do Livro pensem um pouco mais nas pessoas com deficiência para que, na edição do 2013, a praça não seja só dos livros e a Feira do Livro seja mais inclusiva. 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Campeonato de Natação em Gravataí

Minha gente, estou devendo este post há alguns dias. Há alguns dias, eu e outros alunos do paradesporto do IPA fomos para uma competição de natação em Gravataí. Foi no Clube Paladino. Saímos cedo (e como é duro acordar cedo no sábado. No domingo, ainda teve a passeata: http://blogdaacessibilidade.blogspot.com.br/2013/10/e-passeata-foi-um-sucesso.html). No carro do Tiago (professor e treinador), foi eu; o Eraldo; a Maura e o Marcelo. No outro carro, só o Edson e e a esposa e o Rogério. Só para chegar lá já foi uma aventura porque o clube fica numa região um tanto escondida. Confesso que fiquei pensando aonde iríamos almoçar já que a previsão era de que a competição atravessaria a tarde.
O clube é grande e organizado mas muito pouco movimentado. A unica área que tinha algum movimento era justamente o ginásio que tem a piscina. Esse ginásio inclusive lembra o do IPA. É uma piscina de 25 metros e quatro raias.
A competição foi dividida por idades sem levar em conta se a pessoa tinha deficiência ou não. Ou seja, nadei na categoria de 40 a 45 anos. A minha dúvida era se teríamos alguém de fora do IPA nadando, pessoas que eu não conhecia. Quando eu vi que tinha que nadar contra o Eraldo e o Marcelo, dois colegas de natação, logo descobri o resultado. Pela lógica, o Eraldo ganharia porque é deficiente visual; eu chegaria em segundo e o Marcelo, em terceiro. O Marcelo também é deficiente visual mas é gordo e tem pouca resistência física.
O começo da prova foi fora do comum porque eu e o Eraldo não tínhamos nos preparado direito. Começamos a nadar e, quando eu botava a cabeça para respirar, via o Marcelo nadando no mesmo ritmo que eu. Achei muito estranho. Fizemos a virada da prova e comecei a respirar para o lado de fora da piscina e aí não via mais o Marcelo. "E aí? Será que ele continua equilibrando a prova?". Bom, o que fiz, então? Troquei o lado da respirada e aí vi que o Marcelo ainda estava começando a piscina de volta. Ou seja, ele tinha cansado. Demorou um pouco mais para cansar do que eu imaginava mas cansou. Garanti o meu segundo lugar (o Eraldo realmente ganhou)  mas me esforcei gratuitamente pois ainda tinha a prova dos 50 metros costas que, teoricamente, eu ainda nadaria. Mas qual não foi a minha surpresa quando, sem explicação nenhuma, resolveram encerrar a competição. Valeu a experiência mas o evento foi mal organizado.
Viemos embora, então. Resolvemos almoçar na rua mas estávamos cansados pois acordamos cedo e, além disso, queríamos encontrar com pouco movimento mas não conseguimos. Desistimos da ideia e todos comemos nas suas respectivas casas.
À noite, quando botei as fotos no facebook, os meus amigos facebookianos curtiram bastante e me cumprimentaram pela medalha ganha. Até uma vizinha me ligou. Se eles soubessem a verdadeira história dessa medalha...
 

Historinhas no trânsito

Minha gente, comecei meu dia "bem". Moro perto de uma academia e, quando passei pelo estacionamento, tinha uma moça dando ré no carro. Como vi que ela não ia parar, parei praticamente do lado do carro. Quando ela passou do meu lado, aproveitei e dei um tapa na lataria do carro. A louca tava tão entretida na manobra dela que tomou um puta susto. 
Fui atravessar a praça da Borges que leva ao prédio onde trabalho e tomei um tombo. Para piorar, me sujei um pouco.
Chegando no CAFF, um carro não queria parar na faixa de segurança. Tive que meter o pé na faixa para fazer valer o meu direito.

Para amenizar um pouco, encontrei a Joana no ônibus. Encontrei ela pela primeira vez quando a Joana tinha um aninho. A mãe dela, Adriana, ficou de pé e a Joana ficou no meu colo numa boa. A partir daí, comecei a acompanhar o crescimento dela por esses encontros. Hoje, a Joana já está com quatro anos. De manhã, sempre está meio emburradinha quando entra no ônibus (ela não gosta de acordar cedo) mas conforme vai chegando perto da escolinha dela, ela se anima. Aí, aproveito para fazer umas cócegas nela e enchê-la de beijos. Adoro quando pego uma viagem com a Joana. Uma pena que quando ela entrar na 1ª série, terá que parar de frequentar a escolinha do CAFF e perderei esse contato com ela. Realmente, uma pena.