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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Estou indo pra Brasília...

No domingo, como vocês sabem, viajarei para a 3ª Conferência dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Claro que estou um pouco ansioso pois vou para um lugar que não conheço e passarei cinco dias com pessoas que eu não tenho tanta intimidade assim. Mas estou feliz.
Espero que esta conferência esteja mais dinâmica do que a municipal e a estadual, em que os participantes perderam muito tempo discutindo detalhes, principalmente o regimento, que é basicamente igual em todas as conferências.
Quero aproveitar para aprender e conhecer outras pessoas. E, de quebra, se possível, conhecer um pouco de Brasília. Segundo Renato Russo, neste país, lugar melhor não há. Veremos se ele tem razão.
Algum recado para a Dilma?

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Texto do Jorge Amaro no Correio do Povo

Consegui publicar outro texto do Jorge Amaro no Correio do Povo. Este fala sobre os negros com deficiência. Aproveitem:


                                          Negritude e Deficiência: um debate necessário


Temos 45 milhões de pessoas com deficiência (PcDs) no Brasil, segundo dados dos IBGE. Quando aplicado o recorte étnico, identificamos 18% desta população formada por negros. Ou seja, algo em torno de 3,8 milhões de habitantes.

Conforme dados da pesquisa Derecho a la Educación de las Personas con Discapacidad en America Latina y Caribe, é uma preocupação dos países latinos identificar quem são e onde estão essas pessoas, bem como o tipo de deficiência. Existem poucas estatísticas disponíveis a este respeito mas é preciso considerá-las para o desenvolvimento de políticas para pessoas com deficiência. De acordo com dados do Banco Mundial, 82% das PcDs da região vivem na pobreza.

Segundo a pesquisa, quando analisada a incidência de deficiência e grupos étnicos, negros e índios são a maioria. Uma das pistas que sugerem isto relaciona-se ao baixo acesso destes grupos a direitos sociais, especialmente saúde e educação, bem como um processo histórico de segregação.

A edição 2009-2010 do relatório das Desigualdades Raciais no Brasil trouxe dados alarmantes sobre a condição de vida dos afrodescendentes brasileiros, conforme a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). Conforme a pesquisa, afrodescendentes tem menos acesso à Previdência Social e, consequentemente, menor esperança de vida. Nos dados referentes a 2008, 44,7% dos auto declarados pretos ou pardos não estavam protegidos pela Previdência. Entre os brancos, esse índice caiu para 34,5%. Em todo o país, a expectativa de vida dos afrodescendentes era de 67,03 anos. Já entre os auto declarados brancos, esse número subiu para 73,13 anos.

Os dados do relatório também apontam programas governamentais de transferências de renda, como o Bolsa Família, como os principais responsáveis pela redução nas desigualdades sociais, sendo que 24% das famílias chefiadas por afrodescendentes (7,3 milhões) são cadastradas no programa.

O Brasil tem assumido importantes compromissos, tanto com relação à PcD bem como nas políticas de igualdade racial. Mas há ainda lacunas a serem superadas, especialmente no diálogo entre as diferenças, no sentido de romper as barreiras dos órgãos gestores, que limitam-se a produzir políticas desarticuladas. É o desafio da transversalidade, que aparece timidamente mas é imprescindível na construção de políticas que garantam direitos para todos.









segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Preparativos para a Conferência Nacional

Pois, é, gente. No domingo, estarei indo para Brasília para a 3ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Já estou lendo as propostas dos colegas dos outros estados para o eixo Comunicação, do qual farei parte das discussões.
Para Brasília, os eixos foram desmembrados. Nas conferências estaduais, eram quatros eixos e agora aumentaram para nove. Na estadual, fiz do grupo Acessibilidade, Comunicação, Transporte e Moradia.
Aí, o problema é que poucas propostas estão voltadas para a comunicação. A maior parte são direcionadas para acessibilidade, transporte e moradia. E quando se fala em comunicação para PcDs, só se fala em acessibilidade na comunicação (braille, libras, etc.). O que é absolutamente necessário mas não se fala no conteúdo. É claro que entendo que a maioria das pessoas não entende da parte técnica da comunicação. Também sei que não podemos determinar que a imprensa fale mais na gente. Mas é uma discussão que vocês sabem que defendo de longa data. Por que não se fala mais nas pessoas com deficiência na mídia? O pessoal do Amazonas tem uma proposta interessante nesse sentido: criar e manter programas informativos em formatos acessíveis em todos os meios de comunicação que garantam a ampla divulgação dos direitos das pessoas com deficiência a toda a sociedade, incluindo informativos governamentais e a criação de sites acessíveis (http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/conferencia/amazonas, item 10). Goiás também uma proposta boa: que os meios de comunicação públicos e privados reserve um percentual dos horários dos programas para debater a temática da acessibilidade a fim de humanizar a sociedade (http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/conferencia/goias).
Da minha parte, pretendo dar a dica dei aqui no blog que para os colegas de conferência: http://blogdaacessibilidade.blogspot.com.br/2012/09/olha-eu-na-tv.html .
Vamos ver se mais propostas interessantes aparecem. Essa cultura da invisibilidade das pessoas com deficiência na mídia precisa ser mudada.


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

100ª postagem!

Pois é! Chegamos a 100ª postagem deste blog. Confesso que escrever para mim, que tenho problemas na parte motora do corpo, é mais difícil. Cansa as mãos. E confesso que, apesar de ser jornalista, não acho que tenho talento para escrever coisas pessoais. Tem gente que faz isso com toda a graça (principalmente as mulheres) e o texto flui naturalmente. Invejo quem faz isso. Acho o meu texto muito duro.
Mesmo assim, resolvi topar o desafio de desenvolver este blog. Contei iniciativas minhas como artigos que escrevi e reportagens em que sou protagonista e também abri espaço para eventos em que participei e artigos de amigos que editei e consegui que fosse publicado (principalmente, do Jorge Amaro). Enfim, confesso que é um blog personalista, egocêntrico mas acho que os blogs, como os antigos diários, são assim mesmo.
Eu comecei devagarzinho. Afinal, o medo ainda predominava. Como disse, achava que não sei escrever (e continuo achando). Até que em maio do ano passado, num post sobre o Bandeirão da Acessibilidade no Olímpico (http://blogdaacessibilidade.blogspot.com.br/2011/05/campanha-nacional-de-acessibilidade-no.html), para a minha surpresa, eu recebi uma crítica-elogio. Veja lá. Alguém pediu para eu escrever com mais frequência. Opa! Descobri que alguém gostava do que eu escrevia. Isso foi uma injeção de ânimo.
A outra injeção de ânimo que recebi foi quando comecei a ver as estatísticas das visualizações do blog. No dia 16 de maio deste ano, fiz o primeiro post sobre isso e eram 1,1 mil visualizações de 12 países. Seguidores eram 32. Atualmente, são 73. Hoje, ultrapassamos 3 mil visitas de 33 nações, incluindo o Brasil. A saber: Alemanha; Estados Unidos; Rússia; Gana; Letônia; Portugal; República Tcheca; Canadá; Reino Unido; Honduras; Uruguai; Colômbia; Israel; Barbados; Japão; Arábia Saudita; Emirados Árabes; Polônia; Malásia; Nicarágua; Espanha; Senegal; Índia; Austrália; Iraque; Argentina; Nova Zelândia; Chile; Bélgica; Ucrânia; França e Itália. Aí, comecei a escrever com mais frequência, mantendo este ritmo em que estou hoje.
Outra detalhe que contribui para o relativo sucesso do blog é o nome dele. Acho que acertei nessa escolha porque acessibilidade é um assunto que todos do universo das pessoas com deficiência procuram.
Apesar de sentir uma inveja enorme de quem escreve bem e de quem tem muito mais visualizações do que eu, estou muito feliz com o meu blog. Feliz com o carinho que tenho recebido e feliz em poder disseminar um pouco do pequeno conhecimento que tenho. Hoje, não me acanho tanto em escrever textos mais longos porque sei que terei uma troca. Escrevo parcelado, em duas, três oportunidades mas escrevo. Dos 100 posts que estamos completando, 64 foram nesse ano. Vamos continuar esse relacionamento em que eu e você só temos a ganhar.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

A acessibilidade de Criciúma

Gente, voltei do feriadão. Como sou funcionário público, no dia 28 de outubro, temos o dia do servidor público. Neste ano, caiu no domingo. E o nosso governador resolveu transferir esse feriado para o dia 16 de novembro, numa sexta-feira. Resultado: feriadão. Muito obrigado, governador Tarso Genro!
Aí, resolvi matar as saudades da minha amigona Denise e fui visitá-la em Criciúma, cidade que eu não conhecia.
A viagem foi maravilhosa. Participei da festa anual da família dela, que é um pessoal extremamente acolhedor. Parecia que eu era um parente. No segundo churrasco, já tinha convites e planos para voltar. Vi o jogo do Grêmio contra o Milionários na TV com uma turma de gremistas, coisas que poucas vezes fiz. Apesar da desclassificação, foi legal essa confraternização.
E, claro, conheci um pouco da cidade, que é muito legal. Aí, também tive uma surpresa agradável. Criciúma é mais acessível do que a média das cidades brasileiras. O piso das calçadas é mais liso e plano, parece lajotas (não sei o nome daquilo, confesso). Me chamou atenção a quantidade de piso tátil também. O único problema é que este piso direcional está colado no meio fio, o que é perigoso para os deficientes visuais. Tem bastante guias rebaixadas e rampas, algumas íngremes. Vi também ônibus adaptados. Pesquisando, descobri que Criciúma já fez três conferências municipais sobre os direitos das PcDs, inclusive uma em maio deste ano. Também vi barbaridades como poste em cima do piso tátil. Há muita coisa por ser feita. Mas, no geral, achei que Criciúma está á frente das outras cidades em acessibilidade.
A Denise me explicou que este trabalho de acessibilidade foi feito pelo atual prefeito Clésio Salvaro. Mas ele teve a sua candidatura a reeleição impugnada por denúncias de corrupção.
Espero que a futura prefeitura Romanna Remor continue este trabalho em Criciúma. Para o bem dos moradores e dos visitantes, como eu.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Grande texto do Jorge Amaro

Editei e consegui colocar no Correio do Povo um belíssimo texto do Jorge Amaro onde ele fala do contato com a escuridão. Curtam a reflexão deste grande amigo:


                                     Dialogando com a escuridão

Quando eu era um menino, lá em Mostardas, tinha um senhor cego que era padeiro. Sempre que eu ia à escola, enxergava-o indo para a padaria em seu diário cotidiano de quem labuta. Aquilo angustiava demais, transmitindo-me um grande medo. Como era possível alguém conviver na escuridão, sem enxergar nada? Tinha uma lenda popular por lá que dizia que as borboletas soltavam um pó causador da cegueira. Era eu ver uma borboleta para sair correndo pois ser cego era o fim de tudo.

Bom, o tempo passou e estou hoje na vice-presidência do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, tendo como parceiro de gestão justamente um cego. O Roberto Oliveira, como todos aqueles que têm deficiência, me ensina todo dia. Quantos medos cultivamos em nossa infância e permanecem por toda nossa vida pela falta de oportunidade de enfrentá-los?

Nas ultimas semanas por diferentes problemas, tenho convivido com a falta de luz elétrica. Dizem que é carma de viamonense. Quem me conhece, sabe meu nível de distração. Já esqueci terno em hotel, notebook em auditório e carteira com todo o salário em caixa eletrônico. Sem falar em chaleira no fogo todo dia ou ferro na tomada. Isto me impede de acender velas quando falta luz pois me conheço o suficiente.

Por alguns dias, fiquei dialogando com a escuridão. E, por incrível que pareça, aprendi com ela. Acostumamos a estar confinados em luzes e equipamentos eletrônicos e, às vezes, abandonamos lugares distantes das cavernas de nossa alma. E a escuridão me desacelerou, onde pude perceber outras coisas, como reencontrar medos, desejos e amores estranhos. Aquilo que na infância foi objeto de temor profundo, agora me ensina a perceber o mundo com outras formas. Lembro-me da beleza da poesia de Garcia Lorca, que destaca o poeta como um médium da Natureza-mãe que explica sua grandeza por meio das palavras. No escuro, percebo a magnitude da palavra que a claridade me impede de sentir.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Teleton 2012

Como paciente oriundo da AACD (http://blogdaacessibilidade.blogspot.com.br/2012/09/visita-aacd.html), sou fã de carteirinha do Teleton. Contribuo, assisto e me emociono com as histórias desde o 1º ano da maratona televisiva, em 1998.
Este ano, confesso que temi pelo sucesso do programa com a morte da Hebe, que era a madrinha do Teleton. Para quem não sabe, foi ela quem deu a sugestão ao Silvio Santos de dar essa ajuda a AACD. Nos Teletons, era ela que vibrava com qualquer quantia, independente de serem dois reais doados por uma senhorinha da plateia ou mais um milhão completado rumo a meta alcançada. A Eliana é linda mas não faz nada disso.
Além disso, o padrinho Daniel e a Claudia Leitte, que frequentemente participa do programa, não foram liberados por mais uma atitude cretina e egocêntrica da Globo.
Mas, no final, deu tudo certo. Parece que o povo realmente entendeu a importância do trabalho da AACD. A meta era de R$ 25 milhões e foram alcançados 30. E a tropa do cheque, dessa vez, nem teve tanta participação. As unidades da AACD terão a sua manutenção garantida.
Critiquei a Eliana mas ela teve a boa ideia de dançar Gangnam Style a cada milhão alcançado. Ficou muito divertido. A participação do Danilo Gentili foi ótima. Acho fantástica essa participação de outras emissoras. A TV Cultura e o Youtube Brasil também transmitiram o evento. E o final "familiar" com Silvio Santos, Patrícia Abravanel e Tiago Abravanel ficou muito legal. Pai, filha e neto no mesmo palco (Tiago não é filho de Patrícia).
Aliviado, chego á conclusão de que o sucesso do Teleton está garantido. A AACD e as crianças estão acima de tudo e a população brasileira entendeu isso. Com ou sem Hebe Camargo, Daniel ou Claudia Leitte.
Da minha parte, pelo 2º ano consecutivo, criei um evento no facebook para incentivar os meus amigos a doar. E batemos essa meta também. No ano passado, foram 46 doadores. Este ano, 55. Em 2011, o evento teve a participação de, mais ou menos, 1,4 mil pessoas. Em 2012, tivemos aproximadamente 3 mil participantes. Fizemos a nossa parte também.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Também somos seres humanos

Este é o nome do seminário que fui na Feira do Livro. O título é uma ironia já que o evento falou da invisibilidade das doenças raras. Uma típica provocação do meu amigo Alex Garcia, organizador do seminário. Aliás, conheci o Alex no ano passado, na edição do mesmo evento (http://blogdaacessibilidade.blogspot.com.br/2012/07/meu-amigo-alex.html).
Cheguei mais tarde (acordar no domingo é sempre mais difícil, né?) e o seminário, para mim, começou com a fala da Fernanda Falkoski, que falou sobre a educação dos surdocegos. Fiquei impressionado com a segurança e a quantidade de conhecimento da Fernanda, uma menina de 23 anos. Olhem o currículo dela: graduanda em Licenciatura Letras/Português (Unisinos), graduanda em Educação Especial (UFSM), tradutora/Intérprete de Língua de Sinais e educadora de surdocego. Espantoso!
O Alex me convidou para almoçar. Falei que almoçaria em casa porque tava esperando visita. As visitas não foram e também cheguei atrasado na parte da tarde.
O primeiro relato que vi foi da senhora Lurdes Salazar, mãe-avó de Alisson Salazar, um garoto surdocego. Gostei da coragem da dona Lurdes que, com a sua simplicidade, veio contar a história do menino.
O relato de Edna Melo Medeiros, mãe de Arthur de Melo Medeiros, foi o mais tocante do evento. O Artur tem Síndrome de Lorenzo e a sua vida virou ao avesso. Me impressionou o fato do menino nascer e viver os seus primeiros anos firme e forte e, de repente, estar numa cama sem poder se comunicar. E o pior que é a doença é degenerativa e não tem cura. Fui ás lagrimas algumas vezes vendo as fotos do garoto. Depois, a mãe da menina trouxe a junta médica que cuida do Arthur. Foi de cortar o coração.
Os dois últimos depoimentos foram de pessoas que conheço relativamente bem. O primeiro foi da minha amigona Liza. Sou suspeito para falar dela pois, quem acompanha este blog, sabe que sou fã dela. Até já escrevi um post sobre a Liza:http://blogdaacessibilidade.blogspot.com.br/2012/08/minha-amiga-liza.html . Ela se emocionou algumas vezes contando sobre a sua vida e mostrando como lutou para encontrar o seu papel na sociedade.
A última fala foi de uma pessoa que indiquei ao Alex. Fiquei feliz em saber que pude colaborar de forma efetiva com o seminário. Michele Pradella tem a Síndrome de Osteogenesis Imperfecta (a doença dos "ossos de vidro") e é redatora do Diário Gaúcho Online. A Michele faz um belíssimo trabalho com os blogs Noveleiros e Holofote e falou sobre isso, além de contar a sua vida de fraturas e vitórias.
Para terminar, tivemos uma atividade de dança com a fantástica Carlinha Vendramin. Ela nos mostrou que a dança pode ser feita apenas com o toque das mãos. Ou seja, ela é extremamente acessível. Pena que já estávamos cansados.
O evento foi maravilhoso e teve um público maior do que no ano passado (foram umas 40 ou 50 pessoas). Alex acertou em cheio no tema e nos convidados. O seminário mostrou que a vida nos reserva algumas surpresas desagradáveis em determinados momentos mas, mesmo assim, vale a pena ser vivida da melhor maneira possível.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Falta de acessibilidade na Feira do Livro

Já faz uns dias que não compareço aqui... No último final de semana, fui na Feira do Livro, passeio que faço desde criança. Para quem não é daqui e, evidentemente, não sabe, Porto Alegre tem a maior feira de livros ao ar livre da América Latina (http://www.feiradolivro-poa.com.br/). É uma delícia ir lá, ver livros (coisa que eu adoro) debaixo daquelas árvores. E comprar alguns, coisa que sempre faço.
Mas nem tudo são flores na Feira para uma pessoa com deficiência. A começar pelo piso da Praça da Alfândega, que são aquelas pedrinhas horrorosas chamadas de mosaico português. Aquele piso é duro, as pedras são totalmente irregulares. Como se não fosse suficiente, as coisas ainda pioram porque, nas ruas adjacentes, a Feira está em cima do paralelepípedo mesmo. Os caras não tem noção.
Como me considero uma cara inclusivo e não posso pensar só em mim, comecei a prestar atenção em outros detalhes. Por exemplo, as bancas são muito altas para cadeirantes e pessoas com baixa estatura. Visitei a Feira na companhia da minha amigona Liza e ela me disse que, nos banheiros químicos adaptados, não cabem uma cadeira. Nas bancas e postos de informações, não tem alguém que saiba Libras. Nos eventos paralelos, também não. Os livros em braille e audiolivros praticamente inexistem. Tem gente que trabalha nas bancas que nem deve saber o que é isso.
Tive que escrever um artigo para o Correio do Povo. Se publicarem, acho que dará polêmica.  

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Sucesso do Blog VI

Como já disse, eu escrevo as façanhas do blog em postagens porque as estatísticas do Blogspot são temporárias. Mais dois países entraram na lista dos nossos visitantes. Agora são 29, além do Brasil. A saber: Alemanha; Estados Unidos; Rússia; Gana; Letônia; Portugal; República Tcheca; Canadá; Reino Unido; Honduras; Uruguai; Colômbia; Israel; Barbados; Japão; Arábia Saudita; Emirados Árabes; Polônia; Malásia; Nicarágua; Espanha; Senegal; Índia; Austrália; Iraque; Argentina; Nova Zelândia; Chile e Bélgica.
Além disso, já temos quase 70 seguidores e alcançamos a marca de duas mil visualizações no Brasil. E os nossos irmãos portugueses voltaram a visitar o blog.