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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Artigo sobre o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

Escrevi outro artigo para o Correio do Povo sobre o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. Felizmente, tive uma boa resposta sobre o texto, que está aí embaixo:

                          Ano de ouro para pessoas com deficiência no RS


Amanhã será celebrado o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência (PCD). É o momento para lembrar das nossas conquistas. E nós, gaúchos, temos muito o que comemorar em 2011.

Os deputados estaduais aprovaram o projeto de lei que institui o Fundo Estadual para Pessoas com Deficiência e com Altas Habilidades, que é um instrumento que garante verbas para políticas de inclusão e acessibilidade. O RS foi o primeiro Estado a fazer isso. Os vereadores da Capital criaram o Plano Diretor de Acessibilidade, outra iniciativa pioneira no país. Esta lei estabelece normas para a acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida e já foi sancionada pelo prefeito José Fortunati.

É importante ressaltar os trabalhos realizados tanto pela Secretaria de Acessibilidade e Inclusão Social de Porto Alegre, liderada pelo secretário Paulo Brum, como pelo governo estadual, por intermédio da Faders (Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e de Altas Habilidades no RS), que foi reestruturada por Tarso Genro.

Em julho, realizou-se o Seminário Mídia e Deficiência, com a presença do chefe de reportagem da Agência Folha, Jairo Marques, que é cadeirante. Desse evento, resultou a retransmissão do "Faça a Diferença", programa da TV Assembleia que tem como assunto principal as PCDs, pela TVE. Em agosto, tivemos a 1 Semana da Valorização da PCD, com mais de 50 eventos em 17 cidades gaúchas.

No último dia 17, Dilma Rousseff lançou o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que pretende investir R$ 7,6 bilhões até 2014 na inclusão de PCDs em todo o país. Comemoramos, também, os 20 anos da Lei de Cotas, que nos garante emprego em empresas que tenham mais de cem trabalhadores.

Evoluímos, mas precisamos de mais. Necessitamos, principalmente, do respeito e da consideração da população. É indispensável que os moradores consertem suas calçadas; que as pessoas respeitem os assentos preferenciais nos ônibus e as vagas de estacionamento para PCDs; que as cidades abram secretarias ou departamentos em prol da nossa causa (dos 496 municípios gaúchos, apenas seis têm esse órgão). Exigimos melhores condições de estudo, saúde, trabalho e acessibilidade.

Enfim, só pedimos o necessário para que as Julianas, as Lizas, os Rogérios e as Giseles tenham uma qualidade de vida melhor.